Seu filho dá trabalho para comer? Criatividade e bom exemplo ajudam a combater este mau hábito

Seu filho dá trabalho para comer? Criatividade e bom exemplo ajudam a combater este mau hábito

Hora do almoço. A criança sai da frente da televisão e senta à mesa, onde está o monocromático prato de macarrão sem molho, única coisa que ela come sem fazer cara feia. No prato dos pais tem salada, arroz, feijão, legumes, purê de mandioquinha e frango grelhado. “Ela é difícil, só quer comer isso, quando come. Raramente come um pouco de arroz, feijão e batatas, mas somente fritas”, lamenta a mãe, que apesar de dar o bom exemplo com o seu prato e preparando receitas saudáveis, já não sabe como resolver a situação e sempre acaba cedendo à insistência da criança e preparando o tal macarrão, preocupada que ela fique sem comer. O que fazer nesses casos? É importante ter consciência de que nada está perdido. Se você, mãe ou pai, está passando por algo parecido, separamos algumas dicas que vão te ajudar a colocar seu filho em contato com alimentos mais saudáveis e a entender a importância de comer bem. O processo pode ser desgastante e levar tempo, mas vai ser gratificante e fazer bem à saúde dele – e à sua também! Portanto, mãos à obra e prepare-se para não deixar cair aquela lágrima se um dia ele disser que quer comer couve-flor.

Nada de televisão

Antes de mais nada, deve ficar claro: hora de comer é hora de comer, e com todos à mesa.  Inclusive, uma ótima forma de tirar seu filho da frente da TV ou do tablet é estreitar os laços dele com os alimentos. Deixar a criança escolher na feira algo novo para comer e a colocar de alguma forma para participar da preparação vai ajudá-la a entender os processos e a perceber que cada vez mais alimentos agradam o seu paladar. Ela pode lavar a salada, ajudar a sovar uma massa de pão ou a moldar os nuggets que vocês comerão no jantar. Este processo também ajudará com a próxima dica: fugir dos industrializados!

Seja mais natural

A reeducação alimentar vale não só para os filhos, mas para toda a família. Evite ao máximo os produtos industrializados, que são cheios de aditivos químicos, sal e carentes em nutrientes. Não há nada que venha em caixas ou saquinhos que você não possa achar uma receita na internet, comprar produtos frescos e fazer em casa. Refrigerantes e refrescos de caixinha também não têm vez. Se você comprar frutas e fizer sucos naturais, eles certamente vão descobrir novos sabores de que eles gostam e, um dia, optarão por comer a própria fruta.  Portanto, experimente, use a criatividade e sempre varie. De nada adianta apenas trocar o macarrão sem molho por um prato cheio de cenouras. Aposte em pratos coloridos, com equilíbrio entre folhas, legumes, grãos e proteínas.

Monte pratos bonitos e criativos

Outra coisa que pode despertar o interesse da criança na hora de comer é o visual do prato, por isso, use a criatividade na hora da apresentação. Sobre o purê, faça um desenho simples utilizando ervilhas ou espete flores de brócolis. Não cozinhe muito os legumes para que eles fiquem mais crocantes e com cores mais vivas. A criança, claro, deve participar dessa brincadeira: deixe que ela invente, se sirva e se suje. E tenha em mente que nada é insubstituível. Se perceber que ela realmente não gosta de determinado alimento, busque outra opção que seja fonte das mesmas vitaminas.

É fundamental entender que toda mudança tem seu tempo e nem sempre é fácil aceitar alterações em práticas que são rotineiras. Se ela não quiser comer algo, provavelmente é porque está satisfeita, mas deixe bem claro que almoçar pouco e pedir bolachas depois de uma hora não vai adiantar. Ceder vai ser pior. Deixá-la te chantagear, também. Inclusive, as bolachas e outras guloseimas podem ficar nas prateleiras do mercado. A internet (sempre ela!) vai te ajudar a achar alternativas mais saudáveis para o lanchinho da tarde.

Aproveite essa mudança de hábitos para inserir também a leitura na vida do seu filho. Uma boa dica que podemos deixar para você é o livro “Socorro, meu filho come mal!”, das autoras Gabriela Kapim e Ana Abreu, inspirado na série homônima do canal GNT. Ele é um guia prático para a alimentação infantil saudável, mais atrativa e divertida, que pode te ajudar bastante nessa nova fase. O acompanhamento de um pediatra também é fundamental.

Livro “Socorro, meu filho come mal!”, das autoras Gabriela Kapim e Ana Abreu

E nunca se esqueça: os pais serão, sempre, os maiores exemplos!

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